Era todo dia uma coisa de louco
Abrir os olhos ao dia e não te esquecer
Saudade batendo no canto do peito
Nas horas que passam não passava você.
O que fez comigo esse amor?
Brincou de pisar em mim já no chão
Me vejo a tarde olhando pro céu
Brincando de solidão.
Aí me vinha a noite de noite
Gelada, escura, fazendo ter medo
Passos largos, largado por aí
Num beco sem saída que não entrou.
Meu quarto de novo
Revoltado, revolto de lençóis pelos cantos
Não me oferece nem um lenço
Pra enxugar meu choro saudade.
Era todo dia coisa de louco
E ainda é um pouco.
Mas tanto tempo depois
Não sei mais de você.
Peguei a saudade e guardei nos meus bolsos
Quando pego, pego aos poucos
Me machuca, e machuca demais
Minha mania maluca de olhar pra trás.
Pior era quando eu olhava pra frente
E mesmo assim fantasiava você
Não sei se dói mais o passado
Ou o presente que o futuro me faz receber.
Meu espelho rachou
E não sei consertar
Não quero aprender
E nem por outro no lugar.
Fui à praça sozinho e de graça
Fui à praça sozinho e de graça
Sentei no banco e relaxei os meus ombros
Mania de louco, meter a mão nos bolsos
Acabei jogando aos pombos...
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