Se o beijo que eu te dei no passado
soubesse que ele seria o último
de certo ele perderia mais fôlego
respirando mais ar da tua narina...
Se o abraço que eu te dei apertado
soubesse que ele seria o último
ele entrelaçaria mais os meus dedos
e na volta carinho na sua costela...
Se o sorriso daquele dia
soubesse que ele seria o último
ele poderia virar gargalhada
ou mordida em um dos seus lábios...
Se o carinho que eu te emprestei
soubesse que seria o último
com certeza na mesmíssima noite
ele pediria um pouco de volta...
Se a volta que demos na noite
soubesse que seria a última
iria um pouco mais longe
ou os passos um pouco mais curtos...
Se o presente que eu recebi
soubesse que seria o último
esse presente não seria passado
e o futuro embrulhado teria um laço...
Se a mordida que dei em sua mão
soubesse que seria a última
com certeza ela percorreria seu braço
pescoço, bochecha, com sorte barriga...
Se a piada que eu contei tão sem graça
soubesse que ela seria a última
talvez eu começasse pelo final
porque isso faria sua risada maior...
Se o passeio que fizemos na praia
soubesse que ele seria o último
com certeza eu rolaria na areia
pra nós dois juntos, nos molharmos de sal...
Se quando te peguei no colo
meus braços soubessem que foi o último
eu te levantaria mais alto
pra ver em teus olhos teu medo seguro...
Se a ligação que eu fiz pra você
soubesse que ela seria a última
eu não apertaria o botão
e brincaria mais um pouco de desliga você...
Se o olhar que troquei com você
soubesse que seria o último
ele evitaria piscar
pra aproveitar melhor os melhores segundos...
E se o filme que vimos em casa
soubesse que ele seria o último
quantas mais pausas ele teria?
e no fim as letrinhas subindo, todas eu leria...
O fato é
Que se eu soubesse o que sei agora
que eu tive tudo pra ser o seu último
eu não teria jogado fora
a minha última chance...
Meu coração soube muito tarde
que você era a última...
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
Fosse - by RiGo
se fosse fácil não seria real
a realidade é choro
não se deve fugir da luta
não se deve fugir do luto.
se fosse mecânico não seria legal
a tristeza é coro
acabou de madurar a fruta
acabou de dar o primeiro fruto.
o que vai ser da nossa vida
sem a nossa vida?
o que vai ser do dia a dia
na escuridão da noite eterna?
o que vão ser dos meus novos passos
justo agora que saí da minha caverna?
a roupa do varal ainda nem secou
o vento precisa mesmo bater...
o sol ainda nem nasceu
mas foi preciso mesmo chover...
senta aqui comigo
vamos ver aquele filme que mais gosta
vem que ainda sou seu amigo
e até mais do que isso, aposta?
se fosse mecânico
tinha sido ontem
não depois...
se fosse fácil
seria todo mundo
mas somos só nós dois...
a realidade é choro
não se deve fugir da luta
não se deve fugir do luto.
se fosse mecânico não seria legal
a tristeza é coro
acabou de madurar a fruta
acabou de dar o primeiro fruto.
o que vai ser da nossa vida
sem a nossa vida?
o que vai ser do dia a dia
na escuridão da noite eterna?
o que vão ser dos meus novos passos
justo agora que saí da minha caverna?
a roupa do varal ainda nem secou
o vento precisa mesmo bater...
o sol ainda nem nasceu
mas foi preciso mesmo chover...
senta aqui comigo
vamos ver aquele filme que mais gosta
vem que ainda sou seu amigo
e até mais do que isso, aposta?
se fosse mecânico
tinha sido ontem
não depois...
se fosse fácil
seria todo mundo
mas somos só nós dois...
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Tatu - By RiGo
Que pequena surpresa
Que pequena sereia
Com flores nas costas
Com a cabeça nas nuvens.
Deitada e sorrindo
Uma criança crescendo
Uma adulta diminuindo
Uma professora aprendendo.
Eu via o teu desenho
Via o teu corpo pequeno
Via teu charme, tua chama
Via teu corpo, tua cama.
Eu me olhava no espelho
Eu me perguntava
Eu não me respondia
Eu só sorria.
Será que dava pra ser?
Você poderia querer?
Eu duvidava de mim
Mas não duvidava de você.
Você se levantou
E veio em minha direção
Eu nunca vi coisa igual
O desejo é proporcional.
Pediu pra que eu tocasse seu corpo
Alisei teu desenho
Te tocando aos poucos
Esse teu corpo pequeno.
Você é tão linda
Que cabe até na minha mão
Você é tão grande
Que cabe numa caixa de papelão.
Você caberia em mim
Como um sapato trinta e oito
Eu caberia em você
Como um salto quinze ou outro.
E te abracei,
E você foi embora
Me deixando com gosto
Do depois do agora.
Aquela vontade de te provar
De te provar quem eu sou
De te fazer não ver mais
Quem te desenhou.
Eu achei que dava
Eu achei que podia
Enquanto eu sonhava
Você só sorria.
Mas ainda não deu
Quem sabe outro dia
Eu que criei tantos medos
Fui burro, criei expectativa.
Não foi dessa vez
Minha pequena dor
Te perdi sem te ter
Pro teu criador.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Está - By RiGo
Te ver ontem,
Não foi de surpresa
Foi encontro marcado
Cartas na mesa.
Cartas marcadas
Baralhos viciados
Nem todas as cartas são dadas
É o nosso lance de dados.
Te ver ontem,
Foi como passar por um passado que já passei
Foi como pescar um pescado que já pesquei
Foi como pecar um pecado que já pequei
Foi como apagar as pegadas que já pisei.
Como a muito tempo atrás
Éramos eu e você sozinhos
Tão diferentes de tempos atrás
Trêmulos, nervosos, falando baixinho
Mas sem pé do ouvido
Sem pé da cama
Sem pé nem cabeça
Coisas de quem acha que ama.
Te ver ontem,
Foi como visitar uma cidade que eu já morei
Foi como passear e sentir saudade
Sem lembrar de porque me mudei.
Os teus olhos ainda eram a esquina preferida
O teu sorriso, ainda era meu banco de praça
O teu corpo, área de lazer
E tua risada, a minha piada sem graça.
Te ver ontem em meio a poeira
Foi como procurá-la debaixo do tapete
E entre os espirros que a alergia dá
Alguns suspiros pro coração escutar.
Era um colchão meio sujo
Um amor meio sujo
Um lugar meio sujo
Dois corpos se passando a limpo.
Te ver ontem,
Foi como poder te amar de novo
Por uma hora, ou duas
Por minhas mãos,
Pelas suas.
Te ver ontem,
Foi coisa de quem ama de verdade
Porque só quem ama vê assim tão de perto
Alguém do ontem,
E faz parecer tão certo.
Somos dois errados , somos dois amados
Somos os dois lados, da mesma moeda
Cara ou coroa?
Coisa ruim ou coisa boa?
Só sei que nos veremos sempre ontem
Quando estivermos tão á toa.
Pescando o passado que já pequei
Pisei em falso, eu sei.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Onda - By RiGo
Eu lembro do tempo em que eu era só seu
Tudo parecia ir bem
Tudo sonhava ir além
Tudo era tudo,
E sempre era sempre também.
Era um tempo em que eu era a tua retina
Um tempo em que eu era a tua rotina
Era uma nova era
Uma era ainda menina.
Era um tempo que caminhar pela praia
Era mais água do que areia
Era onda ir no fundo e mergulhar
Eram mais ondas
Era mar.
Quando eu era só seu
Eu ficava sorrindo sem motivo
Eu ficava chorando, emotivo
Eu era a pessoa mais errada,
Certa de que não era mais só.
É como se o nosso amor fosse Deus
E meu coração teu.
É como se o nosso amor fosse adeus
E meu coração ateu.
Pois foi assim, de repente,
Que deixei de ser só seu.
Já nada me parecia tão bem
Tudo ainda era tudo
Mas era nada também.
Aquele sempre, passou a ser ás vezes
E ás vezes chegou até a ser nunca
Era o fim daquela era
De tão menina, a uma dona megera.
Hoje eu caminho pela praia
Pegada após pegada
Cansando os pés,
Olhando o mar,
E a nossa chama apagada.
Eu não sou mais só seu
Mesmo que ainda tenha parte de mim
Só que parte da minha rotina
Hoje, é molhar a minha retina.
Antes fosse pelo mar
Antes fosse pelo mar
Antes fosse por não amar.
Queria que tudo fosse como antes
Queria de novo me apaixonar
Mas a onda quando quebra,
Não dá pra consertar.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Tran - By RiGo
Sem mais nem menos apareceu por aqui
Incrível o jeito dela sorrir
Lá longe eu fui só pra te ver
E vi tanta gente que pude me perder.
O teu olhar era meu, mas eu nem sabia
A tua boca em desenho de novo sorria
Teu beijo de todos naquele dia
Noite tão boa, eu aplaudia.
Logo depois, tão longe de novo
Dessa vez mais pessoas, mais dança, mais povo
Eu de novo perdido, por aqui, por ali
Incrível o jeito dela sorrir.
Em minuto eu já era conhecido de todos
Abraços falsos, alegrias reais
Gente querendo saber da minha história
Que nunca existiu em tempos atrás.
Mas e ela, onde estaria?
Mas e ela, onde estaria?
Todos achava, só ela eu perdia
Agora mesmo de longe eu a vi
Incrível o jeito dela sorrir.
Enquanto eu fugia, alguém por lá
Vomitava verdades em todo lugar
Dizendo do amor, falando em família
Enquanto eu, mais um pouco, te perdia.
Nessa hora, o trato foi desfeito
A dúvida corroeu dentro do peito
Você era minha, ou você era dele?
Perdi pra mim mesmo, bem feito.
Triste por não ter te beijado
Eu pensei mesmo ir embora dali
Mas não pude, não consegui
Incrível o jeito dela sorrir.
Talvez tenha sido a única chance
Naquele dia, naquele instante
Naquele copo, naquele jogo
Naquela letra, consoante.
Talvez tenha sido melhor assim
Sem começo não pode ter fim
Sei que nunca terei algo igual
Ela é a minha única vogal.
Não temos beijo, não temos música
Mas ainda temos festa e todo dia
Que ninguém dance, e que você cante
Um peito com o coração mudo, e outro com soante.
Que a gente viva o que a vida nos reserva
Que fiquemos juntos mesmo que de longe
Pois meu riso precisa do seu pra seguir
E é incrível o seu jeito de sorrir.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Conjugar - By RiGo
Eu amo
Não sei se tu amas
Não sei se ele ama.
Nós desatamos
Voz escutamos
Eles abraçamos.
Mas não,
Não saberei se eles amam.
O meu amor próprio nunca me confundiu
O meu próprio amor, me confunde um pouco
E difícil saber a diferença de quem me sorriu
Se foi por amor,
Se foi coisa de louco.
Foi tanto amor?
Foi tonto amor.
Foi amor só?
Foi só amor.
Foi pura alegria?
Foi impura dor.
É difícil acertar a previsão
Doer, é quase sem conjugação.
De repente eu pinto a bordo de um coração vadio
De repente eu pinto e bordo num coração sadio
De repente eu pinto a borda de um coração vazio
De repente eu pinto e abordo um coração tardio.
De repente eu pinto e borro,
E o coração adio.
Coração, se fosses verbo
Conjugarias em qual pessoa?
Em que tempo e em que modo está
Enquanto estão tão à toa.
Ajuda-me coração!
Conjuga-me coração!
Porque sei só do meu amor
O do outro, não.
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