quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Manha - By RiGo



Vem você cheia de manha
Nunca de manhã
Vem você cheia de birra
Sem borrar a maquiagem.
Vem você sempre tão triste
Faltando um pedaço do que é teu
Sobrando um monte de pedaços
Do que não queria abraçar.
Vem você com a solidão
Vem você e o seu porão
Chegando na metade do caminho
Só até a metade de um adeus.
Vem você dura demais
Vai você durando demais
E nunca piscou-me os olhos
Nunca sorriu de verdade.
Vem você com minhas mentiras
Fingindo acreditar
Fingindo que sou teu
Um pedaço do que quer abraçar.
Vem você cheia de noite
Buscando um copo de alegria
Uma garrafa de vinho está tão longe
Quanto a mania de achar que daria certo.
Quem fica mais triste?
A estrela cadente que ninguém notou?
Caiu à toa.
Ou o dono do pedido que ela não realizou?
Pediu à toa.
Não, eu não quero te abraçar
Não quero sacolejar
Não quero transformar em pedaços
Esse meu peito de aço.
É como te esquecer, fosse te lembrar
É como te encontrar, fosse te perder.
Logo logo vai perder sua memória...
Foi tudo à toa.
E vem você de novo, cheia de manha
Vem você de novo pra velha noite
Todo dia cheia de nós
Quase sempre, vazia de mim.

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