Eu rio das pessoas que riem de mim
Elas riem por eu ser assim
Apenas um cara,
Tão perto do fim.
Teimoso pra não se acabar.
Eu vejo pessoas pagando pra ver
O fim dessa era de tudo poder
O mesmo cara,
Que tudo que quer pode ter.
Que tudo que quer pode ter.
Vaidoso pra não se acabar.
Eu leio pessoas que me leem todo dia
Que escutam cada sílaba da minha alegria
Houve um tempo,
Que muito mais eu sorria.
Cuidadoso pra não se acabar.
Eu conto as pessoas que contam minha história
Talvez em uma mão, quem conte vitória
Momentos passados,
Momentos de glória.
Duvidoso pra não se acabar.
Eu observo pessoas que me absorveram
Eu revivo pessoas que por mim morreram
Sofreram aquelas,
Que mais mereceram.
Mentiroso pra não se acabar.
Eu esqueço pessoas na minha lembrança
Sempre lembro de quem tinha mais esperança
A verdadeira dona,
Daquele olhar de criança.
Doloso pra não se acabar.
Diferencio as pessoas, tudo tão diferente
Ninguém mais me visita numa noite quente
Nem bicho papão,
Nem a fada do dente.
Saudoso pra não se acabar.
Eu vejo pessoas passando o passado
Enquanto pra mim, ele ainda ao lado
De vez em quando vou lá,
Fazer um agrado.
Garboso pra não se acabar.
Eu ainda me sinto como aquele rapaz
Um pouco mais velho, menos audaz
Nunca me canso,
Do mesmo cartaz.
Idoso pra não se acabar.
Mas há quem diga que tudo mudou
Há quem sempre duvidou
Eu mesmo não sei,
Quem me coroou.
Misterioso pra não se acabar.
No fundo eu sei a autenticidade
É bem aqui dentro da realidade
Que mora o único rei,
Da minha verdade.
Vistoso pra não se acabar.
É chegada a linha de chegada
Talvez eu atenda a última chamada
Ainda sorrindo,
Como quem não quer nada.
Corajoso pra não se acabar.
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