Num mundo qualquer
De cores degradé
Me vai ao longe o ponto final
Da minha bela ex-clamação.
Como quem nada quer
Nada quis..
Ser ou não ser feliz?
Qual foi sua decisão?
Eu não beijei os seus ouvidos
Só claves de sol
Acalmou seu peito aflito
Pisamos no pavio!
A máscara caiu,
O mistério não cairá...
Fingiremos nossa queda...
Não arriscou,mas hipnotiza
Sem coragem,cem medos
Uma poetiza!
Um desenho apagado
Com borracha macia,
O dono da mão,
Proprietário da paixão!
Eu não queria que entrasse
Tomara que saia!
Que caminhe de volta,que curta
E me veja ao horizonte,
Na reta final!
Claridade de Clarice
Li espectros da escuridão
Suas paredes são outras
Suas cabeças voaram
Já não pensa mais tanto
E nem quer mais do que tanto...
Já sabe o que quer...
Mas tem medo por saber...
A idade que nunca importou
Mulher menina
Se achou por se perder
Cegou-se
Cantou-se
Mudou,se mudou...
Ainda me acomoda
nos seus sonhos que moldou...
Aprendeu todas as lições
Chorou e deu as mãos
Caiu a ficha!
Hoje é mais forte
Mas ainda tão frágil
Vive,colore
Sorri,e sofre
Contradição,fora do normal
A mulher ideal!
E no destaque da gente...
Nos destacamos da gente!
Desenha suas músicas,da boca pra fora
Guarda vontades,presas ao tempo
Irmã do lápis
Amiga do papel
Cópia da imaginação
Clone do talento
Aprendeu ser quase feliz
Não sei se queria
Aprendeu quase amar
Não sei se eu queria
Quente,Até pra ser fria
Aguento esperar...
Nos notamos,pincelamos
Sorrimos cantando
Dona de mim,
Ainda nos escondendo...
Eu te li,você me leu
Eu insisto,você persiste
Sua ausência me grita na noite
Enquanto eu calado,ainda sonho...
Já não guarda pra si o que quer.
Mas bem sabe ela
Que ela tem medo,por saber o que quer
De ser,o que já é...
Uma nova menina mulher!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
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