é deserto na minha casa
e de certo,so o pó..
Os móveis dancantes
e eu imóvel de canto..
Minhas plantas nao regadas
riem de mim plantado
e sem raizes..
Meu sapato e sua sola
so lamentam eu ter sido pisado..
eu perdi o controle!
remoto..
cobertores rasgados cobertos de razao
deixam todo o frio entrar
no seu lar,
doce lar..
Minha cama está em coma!
La o sofá..que só fala..
meu espelho nao reflete
minha pele,me repele..
e na noite,o dia se repete..
Começo a vagar...
devagar..
um passado vago
um antigo luar..
Lua cheia,cheia de mim..
quem sabe um filme
um curta..
tamanho da minha vida!
me faço dormir
fechei um acordo:
Desacordar!
fecho as portas
que mais uma vez nao foram abertas..
Portas que nem chego perto..
que entre pela janela
pelo ar..
pelo arbusto..
Uma brisa que me leve em breve..
leve..leve embora
embora eu saiba que ja fui..
que o fim sorria pra mim
por estar bem proximo..
e nao por brincar de não chegar..
quarta-feira, 14 de abril de 2010
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